terça-feira, 27 de abril de 2010

Narradores de Javé/atividades

1. Pequeno resumo.
"O filme relata a história do povoado de Javé, que será submersa pelas
águas de uma represa. E a única chance da cidade não sucumbir, é se
possuir um patrimônio histórico de valor científico. Os moradores de
Javé se reúnem e apontam as histórias que o povo conta como o único
patrimônio do povoado. Assim, decidem escrever um livro sobre as grandes
histórias do Vale do Javé, mas poucos da cidade sabe ler e escrever. O
mais esclarecido é o carteiro Antônio Bia, que se torna o responsável
por reunir as histórias sobre a origem de Javé.
A memória oral do povoado é ilustrada com muito humor e com ares bem nordestino."
http://pt.shvoong.com/humanities/1790640-narradores-jav%C3%A9/

2. Nível de linguagem: predomínio da linguagem não-padrão (popular).
3. Gênero literário: drama (comédia).
4. Gênero textual: filme.
5. Código linguístico utilizado:código verbal (fala), código não-verbal (imagem).
6. Variedade linguística: regionalismo (fala nordestina) + dialeto africano.
7. Tipo de texto: narrativo.

8. Mensagem do filme:
Embora a memória de um povo seja importante é necessário que seja registrada. Um povo necessita do conhecimento, da leitura e da escrita para exercer sua função social,ser respeitado e ter dignidade.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Olímpíada de Língua Portuguesa

Este ano tem Olimpíada de Língua Portuguesa. Para que os alunos se familiarizem com o gênero crônica nada melhor do que esta de Fernando Sabino, já que este gênero surge a partir de algum acontecimento no dia-a-dia de um escritor que tem perspicácia e habilidade para transformar um fato comum em um texto literário e este tema é super atual.

Conversinha Mineira
Fernando Sabino


- É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?
- Sei dizer não senhor: não tomo café.
- Você é dono do café, não sabe dizer?
- Ninguém tem reclamado dele não senhor.
- Então me dá café com leite, pão e manteiga.
- Café com leite só se for sem leite.
- Não tem leite?
- Hoje, não senhor.
- Por que hoje não?
- Porque hoje o leiteiro não veio.
- Ontem ele veio?
- Ontem não.
- Quando é que ele vem?
- Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem.
- Mas ali fora está escrito "Leiteria"!
- Ah, isso está, sim senhor.
- Quando é que tem leite?
- Quando o leiteiro vem.
- Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?
- O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada?
- Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade?
- Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.
- E há quanto tempo o senhor mora aqui?
- Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos.
- Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?
- Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.
- Para que Partido?
- Para todos os Partidos, parece.
- Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.
- Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa mexida...
- E o Prefeito?
- Que é que tem o Prefeito?
- Que tal o Prefeito daqui?
- O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.
- Que é que falam dele?
- Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.
- Você, certamente, já tem candidato.
- Quem, eu? Estou esperando as plataformas.
- Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história é essa?
- Aonde, ali? Ué, gente: penduraram isso aí...

Texto extraído do livro "A Mulher do Vizinho", Editora Sabiá - Rio de Janeiro, 1962, pág. 144.
Tudo Fernando Sabino em "Biografias".
http://www.releituras.com/fsabino_conversinha.asp

terça-feira, 6 de abril de 2010

Poesia

Sorria

Mandar você sorri é triste.
Fazer você sorri é lindo.

É maravilhoso quando você sorri sozinho.
É maravilhoso um coração apaixonado
Ver o sorrizo do amado.

Mais maravilhoso é quando me percebo sorrindo.

Patrick - 2002


Rose do mar

Dia de Sol
Beira do Mar
Pétalas de rosas a desmanchar
Seu sorriso encontar

Tudo que posso fazer é olhar
Porque quando percebo
É só um sonho
Que quer realizar.

Patrick - 2002

quarta-feira, 31 de março de 2010

Variedade Lingística

Livro Didático Português Linguagens de Willian Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães.
Transformar esse texto em carta, mantendo mesmo conteúdo, em linguagem informal.
Olavo Bilac, final do séc. XIX início do séc. XX

Excelentíssima Senhora. Creio que esta carta não poderá absolutamente surpreendê-la. Deve ser esperada. Porque V. Excia, compreendeu com certeza que, depois de tanta súplica desprezada sem piedade, eu não podia continuar a sofrer o seu desprezo. Dizem que V. Excia, me ama. Dizem, porque da boca de V. Excia, nunca me foi dado ouvir essa declaração. Como, porém, se compreende que, amando-me V. Excia, nunca tivesse para mim a menor palavra afetuosa, o mais insignificante carinho, o mais simples olhar comovido? Inúmeras vezes lhe pedi humildemente uma palavra de consolo. Nunca obtive, porque V. Excia, ou ficava calada ou me respondia com uma ironia cruel. Não posso compreendê-la: perdi toda esperança de ser amado. Separemo-nos.



E aí gatinha. Vou falar algo que vooc jaa sabe. Pois vooc taa ligada no que é.Pq jaa sabe q cansei de sofrer com teu desprezo.
Dizem q tu taa gamada em mim. Dizem, pq de tua boca nunca ouvi falar ti amu. Como vou saber do teu sentimento se naum me demonstra afeto, carinho, amor, taa ligada?
Várias vezes ti pedi consolo. Nunca tivi, pq vooc sempre ficava na sua, nunca me respondia. Não te compreendo, cansei de ser humilhado. Acabou!!

Turma: 1004/2011


Gata, tô ligado que esta carta não vai de jeito nenhum te surpreender. Deve ser esperada porque tu ficou ligada com certeza, depois de tantos pedidos desprezados sem caô. Eu não podia continuar sofrendo o teu desprezo. Dizem que tu me ama. Dizem, porque da tua boca nunca ouvi esse papo. Tipo assim, compreender que me amando você nunca tivesse pra mim o menor papo de carinho, o mais puro afeto, o mais simples olhar? Inúmeras vezes te pedi na maior humildade um papo de consolo; nunca tive porque ou tu calava a boca ou dava o papo com um caô ferrado. Não posso te entender. Perdi todas as esperanças de ser amado. Segue teu caminho que eu sigo o meu.
Eduardo - 1004


Meu anjo, acredito que esse “depo” não vai te surpreender. Já era esperado. Pq mesmo eu sempre falando e te explicando, não podia continuar a correr atrás de você. Me falaram q você me ama, mas eu nunk ouvi da sua bok. Como eu nunk percebi? Pois você nunk demonstrou nenhum carinho por mim. Por muitas vezes eu pedi um abraço, mas você não me responde. Até parece que quando está ao meu lado, eu me torno um estranho pra você. Não dá pra acreditar, perdi toda esperança. Então ficamos por aqui. Não dá mais.


Honery - 1004

sábado, 20 de março de 2010

Moça com Brinco de Pérola

A exibição deste filme teve o objetivo de trabalhar: Linguagem, Comunicação e Interação.

Ênfase: código - linguagem verbal e não verbal.

Roda de Leitura

Trabalhar com vário textos:(máximo três para não ficar cansativo)

Sugestões:
1- Dividir a turma em equipes.
2- Cada equipe trabalha com um texto.
3- A equipe resume o texto.
4- As equipes trocam os textos.
5- Repetir o procedimento.
6- Cada equipe faz a leitura do seu resumo para a turma.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Brincando com palavras

Descrição da atividade:
Alunos escrevem várias palavras, logo após e em grupo, juntam todas as palavras e formam textos. Cada elemento da equipe forma seu próprio texto.

Veja o que aconteceu.

1º texto.
O carro d'agua bateu no vidro da porta da escola que quebrou a cadeira, a mesa e a televisão. O macaco estava jogando bola perto da lagoa de petróleo de asfalto. O barco andava com o ventilador. Chuveiro. A janela aberta. Perto da janela sempre os amigos jagavam pedra na árvore perto do latão que o cano batia na parede.
Autor: Uilclian - 1003
2º texto
O carro andando no asfalto bateu no portão e quebrou o vidro da janela do colégio. Os amigos da escola pegaram a pedra e subiram na cadeira para tacar no ventilador. Chuvendo em cima do carro que tinha televisão. O dono era um macaco que sentou na mesa da lagoa tirando petróleo da porta branca com adesivo que será sempre uma árvore.
1003
3º texto
O carro no asflto bateu no portão do zoológico e quebrou o vidro da janela.Os macacos pegaram na parede para jogá-lo no carro. Do zoológico dava para ver todas as estrelas que acalmavam os macacos.
Iluí - 1003
1º texto
A morena na escola de mochila rosa ouvindo música no celular sem pensar que a praça estava cheia de propaganda. Angélica seguia perto da lan rouse quando ouviu na propaganda do Mageense que hoje até as dez horas as damas seriam gratis. A noite toda com bebida liberada.
Iago - 1003
2º texto
Hoje as dez horas na praça da escola ouvi a propaganda de bebidas gratis a noite toda. Chegou Angélica dizendo que a propanda era do Mageense perto da lan house. Uma morena de mochila rosa começou a criticar a propaganda, mas ela foi proibida de entrar.
Felipe - 1003
3º texto
A morena seguia quando ouviu perto da praça da escola uma música no celular as dez horas da noite. Hoje, na lan rouse, as damas cheias de propagandas de rosas e bebidas gratis no Mageense. Angélica chegou com a mochila dizendo que ouviu na propaganda que seria gratis todas as noites.
Romário - 1003